Toti

e seus irmãos Lou e Jackson aguardam lares!

Sabrina

uma linda gatinha para adoção responsável

Mel e filhotes

esperam por lares amorosos

Charles e Lola

esses fofos aguardam lares para toda a vida!

Fox

precisa de um lar que o acolha com amor

Fumaça

uma gatinha muito carinhosa a espera de um lar

               
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domingo, 30 de dezembro de 2012

Abandono de animais e fugas aumentam no período de festas. Como evitar?

Reproduzimos aqui uma importante matéria dos nossos amigos do Notícia Animal sobre as frequentes fugas e abandono de animais no fim do ano! Vamos ficar atentos e proteger nossos peludos!


Férias, sol, praia, viagens e festas. Os meses de dezembro e janeiro compreendem o período de celebração do Natal e Ano Novo. A equipe do Notícia Animal, como sempre, encoraja o conceito "carpe diem" - do latim "aproveite o dia" - que remete à ideia de contemplar o momento imediato. Tudo isso, porém, deve ser planejado com responsabilidade, especialmente se você é guardião de vidas, sejam elas dos seus filhos ou dos seus pets. 
Em entrevista à nossa equipe de reportagem, a voluntária da ONG campineira Grupo de Apoio ao Animal de Rua (GAAR), Marisa Galvão, informou que os índices de cães e gatos nas ruas aumentam em média 30% durante o período das festas de final de ano. A ativista crê que este número deve-se ao irresponsável abandono de pets, em vésperas de viagens familiares. Além disso, ela ressalta o aumento da ocorrência de animais perdidos em decorrência de fugas, quando assustados por rojões, fogos de artifício e tempestades.

Para as ONGs de proteção animal, o período de festas é sinônimo de maiores preocupações. Com estrura mínima, recursos limitados e superlotações, os ativistas apelam por mais ajuda voluntária e lares temporários. "Para as ongs a situação é absolutamente desesperadora! A nossa realidade cotidiana é marcada pela falta de abrigos temporários. No GAAR, que não tem estrutura física para abrigar cães e gatos, apenas lares temporários e hospedagem em clinicas veterinárias, o esforço é ainda maior. Tentamos sensibilizar a sociedade para que adotem, acolham temporariamente, para que nos ajudem na divulgação, mas os resultados são pequenos relativamente à enorme demanda. Sem considerar a total ausência de políticas públicas para os animais, no caso de Campinas, que agrava ainda mais a situação", conta Marisa.

Além do aumento do número de animais nas ruas, as doações caem consideravelmente entre dezembro e janeiro, restringindo espaço para que as entidades assumam mais resgates. Para Marisa, porém, há um aspecto positivo neste cenário, visto que as doações em alta temporada são mais arriscadas. "Embora tenhamos muitos animais na fila de espera, as doações nesta época são muito mais arriscadas, o número de devoluções pode ser maior, e o animal pode estar em risco assim que chega em um novo lar. Há também o contraponto, pessoas que estão em férias resolvem adotar sem o devido planejamento para isto, ou ainda, pessoas querem presentear com filhotes, o que é inadmissível", reforça.


A solução é o planejamento - Assumir os cuidados de um pet - seja ele comprado ou adotado - é responsabilizar-se por uma vida. Este é o primeiro conceito que nunca deve ser esquecido. Ninguém precisa privar-se de viagens temporárias ou abrir mão dos prazeres que a vida tem a oferecer durante o período de férias para que essa responsabilidade seja cumprida. Mas é fundamental um PLANEJAMENTO PRÉVIO!!!

Vai viajar? Você tem duas opções. A primeira é buscar um destino onde você possa levar o seu pet como acompanhante. Como cães e gatos integram cada vez mais as estruturas familiares, não são poucas as redes de hotelaria e pousadas que aceitam animais em suas dependências. O portal Turismo 4 Patas (http://www.turismo4patas.com.br) oferece uma variada rede de consultas, onde basta a boa vontade de uma pesquisa para que uma solução seja encontrada.

A segunda opção para quem tem um pet e pretende viajar é procurar hotéis específicos para animais. Estabelecimentos comerciais como estes já são comuns e quase todas as cidades dispõem de serviços similares. Para àqueles que receiam o aumento dos níveis de estresse do pet em um ambiente diferente da sua própria casa, há também serviços confiáveis de pet-sitter, "babás de animais", que podem ser contratadas para visitar ou residir na casa durante o período em que os proprietários estiverem fora para garantir os cuidados do animal.

Outro planejamento que se faz necessário, especialmente em período de festas, é previnir a fuga dos pets. Rojões, fogos de artifício, trovões e tempestades podem ser traumáticos para alguns animais. No instinto de luta e fuga, o pet busca sempre uma via de escape, que deve ser evitada pelo tutor responsável. É importante telar janelas, sacadas e portões. Além de tomar cuidados para que o seu animal não encontre meios de fugir, é recomendável a implementação de microchips, tatuagens ou plaquetas de identificação. Caso o animal seja perdido, estes cuidados ampliam consideravelmente a possibilidade de um retorno ao lar.

A conscientização sobre a guarda responsável de animais - Todas as medidas acima recomendadas só serão seguidas à risca pelas pessoas que realmente se importam com o bem estar dos seus animais. A conscientização é uma das ferramentas mais importantes no processo de aquisição de um pet. É o que reforça a ativista Marisa, do GAAR. "A solução é a educação para a guarda responsável, divulgada por meio de campanha massiva, usando todos os meios de comunicação. Nesta época do ano, o GAAR faz algum trabalho: alerta as pessoas para a necessidade de identificação dos seus animais, para a importância de estarem em locais seguros evitando fugas, tanto pelos fogos de artifício quanto pelas tempestades, etc. No entanto atingimos evidentemente, um público pequeno. Uma campanha como esta, exige ações conjuntas, ONGs, poder público, escolas, associações e/ou outras entidades e meios de comunicação", opina.

Abandono de animais é crime - O abandono de animais é considerado crime de maus-tratos, conforme o artigo 32 da Lei Federal 9.605/98, que dispõe sobre os crimes ambientais. A legislação imputa pena de detenção de três meses a um ano, além da aplicação de multa aos infratores.

Para denunciar este tipo de crime é necessário dirigir-se a delegacia especializada de proteção animal do seu município. Caso não haja, você pode fazer a denúncia em qualquer distrito policial portando o artigo 32 da Lei Federal 9.605/98 e o Decreto Lei 24.645/1934, que define maus-tratos contra animais. Portar a legislação é fundamental, pois muitos delegados desconhecem as normas jurídicas que protegem os animais, recusando-se a registrar o boletim de ocorrência (BO). 

Leve também o Artigo 319 do Código Penal. Caso o delegado não aceite a seu registro, ele estará enquadrado neste artigo e poderá ser denunciado ao Ministério Público. O referido artigo prevê crime de prevaricação: receber notícia de crime e recusar-se a cumpri-la. A denúncia deve conter os dados da pessoa responsável pelo crime de maus-tratos, localização do animal e informações sobre a ocorrência. 

É necessário representar o BO após alguns dias, caso contrário ele será arquivado. A representação não requer a presença de um advogado.

Fonte: Notícia Animal

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